Produtos ECO: mais caros ou menos valorizados?


Olá, vizinhos!


Hoje trazemos um tema que, muitas vezes, vemos usado como argumento para o facto de as pessoas não optarem por uma vida, ou por produtos, mais sustentáveis: o facto de os mesmos serem mais caros.


Maaaaas, será isto mesmo verdade? Vamos, para já, deixar a questão da procura de mercado de parte, e focar-nos exatamente no que encarece um produto sustentável.


Primeiro, vamos entender dois conceitos do nosso dicionário sustentável: produto sustentável e produto eco-friendly e que geralmente não temos um sem o outro. Um produto sustentável é algo que é feito para que tenha melhor qualidade, mais durabilidade e mais saudável para nós e para o ambiente. Já o produto eco-friendly, é complementar ao primeiro uma vez que opta por materiais mais sustentáveis, muitas vezes livres de agrotóxicos e pesticidas, que tem em consideração a água e energia utilizada.


Depois vamos pensar no seguinte: quantas empresas conhecem que fabricam produtos deste tipo? E dessas empresas, quantas produzem em fábricas de dimensões equiparadas a produtos não sustentáveis? Isto porque a produção é acompanhada do início ao fim para que não haja desperdícios, e daí um maior investimento nestes fatores e não em grandes instalações.


A questão então que deixamos é: estamos a olhar para o sustentável como algo caro ou não estamos a ver no consumismo o padrão de repetição?

O exemplo para que possam perceber esta questão que deixo é simples: ao fim de 365 dias sai mais caro comprar uma garrafa de água por dia do que uma garrafa reutilizável. Ou seja, imaginem que o preço de uma garrafa de água de supermercado, de plástico e que irá para o lixo após consumo tem o preço de 0,30€, ao final de um ano vocês terão gasto cerca de 109€ para se manter hidratados, já para não falar do lixo que se gera (plásticos que demoram anos para se decompor). Agora, se investirem numa garrafa reutilizável isotérmica que está na média dos 30€, no final de um ano terão apenas gasto esses 30€ uma vez que a poderão encher em diversos locais. E quem diz garrafas de água diz escovas de dentes, pensos menstruais, palhinhas, detergentes, lenços, shampoos e qualquer outro produto com plástico e embalagem de utilização única.

E é disso mesmo que um produto sustentável se trata: investimento. Por mais que seja mais caro, é necessário pensar que não é para ser descartado ou utilizado meia dúzia de vezes, é sim um produto que pode durar anos.


Na roupa temos exatamente a mesma questão, não podemos olhar para a moda sustentável como algo que foi criado em algumas horas, mas sim em algo que requer algumas etapas antes de termos um produto final de qualidade. Desde a transformação do plástico ou de alguma matéria prima mais sustentável, até à maneira como é idealizado para ser atemporal, uma peça de roupa pensada não é uma peça de roupa descartada em alguns meses.


Por isso deixamos o desafio para quando forem às compras pensem se estão a fazer um investimento ou se estão a contribuir com mais um descartável.

Claro que não podíamos deixar uma das regras de ouro do mercado económico: o preço de um produto é proporcional à sua taxa de procura. No fundo, no fundo, o desconto está no valorizar, certo? Valorizar os pequenos fornecedores, os mercados a granel, as pessoas que metem a mão na massa e investem em produtos de alta qualidade, valorizar para onde vai o nosso dinheiro e valorizar que são estas pequenas coisas que podem tornar o mundo um bocadinho melhor… investimento a investimento.


Abraço da vossa Esperança.

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